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A presença do pai do bebê no parto

Hoje em dia, cada vez é maior o número de homens que desejam estar presentes no nascimento de seus filhos e querem saber como ajudar sua mulher neste momento tão importante. Muitas e muitas mulheres também desejam esta presença, se bem que algumas prefiram a presença da mãe ou de uma parenta ou amiga.

Nas maternidades e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei 11108 de 07/04/2005 assegura a presença de um acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato. Nas maternidades que não integram o sistema algumas maternidades incentivam a presença de um acompanhante e outras dificultam o quanto podem esta presença
Entre os pais que querem estar presente no momento exato do nascimento, há os que sentem medos, os medos mais variados: de ver sangue, medo de desmaiar, de atrapalhar a equipe. Os que freqüentam um grupo de gestantes, aprendem sobre o processo de parto e começam, em geral, a perder os medos.

Falemos então um pouco desse processo e das possibilidades do pai de participar. A participação vai depender se o parto será domiciliar ou em maternidade.  Mas de qualquer modo, se for um parto que não é pré-agendado, ele poderá começar em qualquer lugar, pois os bebês não mandam aviso prévio da hora certa em que querem nascer. Mas, o corpo da mulher avisa que o bebê está para chegar. A maioria dos trabalhos de parto começam de madrugada e a mulher pode não perceber as primeiras contrações uterinas (a barriga fica dura, com ou sem dor no abdome ou nas costas) que  vão empurrar o bebê e abrir o colo do útero para que o bebê  possa passar para o canal vaginal  e então nascer.

É sinal de que a mulher está em trabalho de parto quando as contrações estão rítmicas e de crescente intensidade. O que significa isto? Que os intervalos entre cada contração (endurecimento do abdome) está cada vez menor e que a força do endurecimento está cada vez maior, chegando o intervalo a duas contrações em cada dez minutos.  Aí está já em franco trabalho de parto e é hora de estar no lugar onde o bebê vai nascer: ou o parteiro na casa da mãe ou a mãe na maternidade. Isto independe de a bolsa d’água ter se rompido ou não e de as contrações serem ou não acompanhadas de dor.

O que o pai pode fazer neste início de trabalho de parto? Acompanhar com a mulher a marcação dos horários das contrações para ver se estão diminuindo, tomar as providências de comunicar-se com o profissional que vai ser o obstetra, avisar os familiares, se assim for o desejo. Se as contrações estiverem provocando dores, pode fazer massagens suaves nas costas da mulher, ou onde ela sentir que a massagem está ajudando a relaxar.

Uma vez confirmado que é trabalho de parto, se não for domiciliar, providenciar a ida para a maternidade. Se for domiciliar, providenciar a vinda do profissional de saúde que a atenderá, arrumar o local onde pretendem que aconteça o parto.
Se a bolsa d’água se romper, verificar com ela se o líquido está com aspecto de água de côco, o que significa que está tudo bem.  Se estiver esverdeado, pode significar que o bebê está recebendo pouco oxigênio e aí trata-se de uma emergência e a ida para uma maternidade deve ser providenciada de imediato. 

Se estiver com aspecto normal, marcar a hora e avisar ao profissional de saúde. Mas, não precisa correr se o líquido está normal. As providências podem ser tomadas com tempo, pois o rompimento da bolsa não significa que o parto vá se dar logo. O que indica se o parto está próximo são os intervalos entre as contrações (mais ou menos duas em cada dez minutos) e a força das contrações (com ou sem dor, pois há partos indolores).

A ajuda do pai, portanto, no desenvolvimento do trabalho de parto é ajudar a mulher a identificar os sinais, fazer, se houver dores, manobras de alívio como massagens, ajudá-la a ficar em posições que lhe dêem conforto e tomar as providências de contatos e encaminhamentos necessários para a etapa final que é o período expulsivo, quando o bebê  passa pelo canal vaginal e vem à luz.

Este momento é, em geral, o mais temido pelos homens, pensando que vão ver sangue e desmaiar. Mas, se o homem se postar junto à mulher, pode ficar de frente para o rosto dela, segurando-a pelos ombros, ou fazendo massagem em suas costas e aí não verá sangue. Mas, se o medo de desmaiar persiste mesmo assim, e o parto é em maternidade, pode providenciar um banco para sentar-se, se começar a sentir que está ficando tonto ou passando mal. Pode sentar-se, baixar a cabeça, respirar fundo e recuperar-se.

Os homens que assistem o parto do bebê em geral ficam muito felizes por terem participado até o momento culminante. Mas, se você, mesmo com estas dicas não se encorajar a estar presente neste momento, você já esteve presente no período mais longo que é o trabalho de parto e portanto já participou. Valorize o que conseguiu fazer.

30 janeiro 2011