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PORQUE TANTA MULHER SOLICITA CESÁREA?

Do ponto de vista da mulher, quais os fatores emocionais que a levam a preferir correr um risco cirúrgico se tudo está bem com ela e com o bebê? . Há vários motivos, como por exemplo, medo de não reconhecer que o trabalho de parto começou,  medo de não achar vaga na maternidade, de não achar a equipe.  Mas, o principal é o medo da famosa “dor do parto”.

Se a mulher for bem informada sobre o processo de parto verá que muitos desses medos não têm razão de existir.

O parto pode ser dividido em 4 grandes períodos: pródomos, dilatação, expulsão e dequitação. São palavras técnicas que precisamos decodificar: pródomos: comecinho do trabalho de parto; dilatação é o trabalho de parto; expulsão é o parto propriamente dito, a saída do bebê e dequitação é a saída da placenta.

O trabalho de parto como um todo, do seu começo ao final, consiste no trabalho do útero contrair para ir abrindo o colo do útero e empurrando o bebê para a vagina até seu nascimento. No nosso corpo tudo se faz na base de contrair e relaxar.  O coração para bater, contrai e relaxa, o intestino para expulsar o bolo fecal contrai e relaxa, nossa pupila contrai e relaxa. Temos as contrações musculares conscientes de nossos braços, pupila contrai e relaxa. Temos as contrações musculares conscientes de nossos braços, pernas, etc e temos as contrações involuntárias como as do coração. As do útero também são involuntárias. Se tudo em nós contrai e relaxa e não dói, porque apenas as contrações do parto teriam que doer?  Pode ser uma questão cultural da sociedade judáico-cristã, de termos aprendido que parir comporta sempre dor, pois está no livro sagrado de ambas as linhas religiosas: “Parirás” teus filhos com dor”. Mas, esta, como muitas outras  passagens da Bíblia pode ser interpretada de forma figurada e não como dor física, literal.

Antropólogas como Margareth Mead e outras encontraram várias culturas em que a dor no parto era desconhecida.

Acho que todo mundo já ouviu relatos de parto que foram a jato: “Fulaninha teve um trabalho de parto de meia hora”. “O bebê nasceu no táxi pois o trabalho de parto foi rápido demais”.

Nestes casos, o que em geral aconteceu é que a gestante teve um trabalho de parto com contrações indolores durante a maior parte do tempo e como associava trabalho de parto a dor, não percebeu que estava em trabalho de parto, a não ser no final quando as contrações já eram bem intensas. Mas, você que está se informando saberá que quando a barriga ficar dura, contraída, a intervalos mais ou menos de 5 em 5 minutos, trata-se de trabalho de parto.

Cada mulher sente a contração de forma particular: como cólicas, como dores nas costas, como fisgadas na vagina. E algumas sentem apenas como a  barriga ficando dura e pressionando para baixo.

Se você não for uma destas privilegiadas , há inúmeras formas naturais de buscar alívio dos incômodos: massagens, posturas, respiração, banho morno, caminhar.  Enfim, cada uma encontra uma forma. Mas, se ainda assim não conseguir alívio, a mulher pode receber anestesia peridural ou raqui, mas há que ver bem os ganhos e perdas, pois ambas têm vantagens e desvantagens e passam para o bebê, fazendo que nasça com reflexos mais lentos.  Há que pesar as vantagens e desvantagens antes de decidir.

O parto via vaginal traz inúmeras vantagens para o bebê e para a mulher e a dor, que pode ser aliviada, não deveria ser motivo de escolha de uma cesárea. A opção por cesárea só deve ser feita se há risco de vida ou dano para mãe e bebê.