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MARCHA PELO PARTO EM CASA

No dia 17 de junho realizaram-se em várias cidades do Brasil, incluindo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, as MARCHAS PELO PARTO EM CASA.

Estas marchas foram uma resposta ao fato do médico Dr Jorge Kuhn ter afirmado no programa Fantástico, da rede Globo, que o parto domiciliar é, para gestantes de baixo risco, tão seguro quanto o parto hospitalar e por esta sua afirmação, ter sido denunciado, no dia seguinte pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

Acontece que esta afirmação está baseada em dados de pesquisas científicas e apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo um estudo epidemiológico publicado em 2005 no conceituado British Medical Journal, que analisou mais de 5.000 partos domiciliares acompanhados por parteiras graduadas nos Estados Unidos e no Canadá, um dos principais benefícios para a mãe e o bebê é evitar o risco de infecção hospitalar.

Pelo nosso Brasil afora muitas crianças nascem em casa, pelas mãos de parteiras leigas, simplesmente porque seus antepassados nasceram assim e também muitas vezes, por que não há rede hospitalar próxima.

Havendo uma rede hospitalar a mulher tem o direito de escolher: parir em casa ou no hospital. Parir em casa é seguro se a gravidez é de baixo risco, isto é, se durante o pré-natal constatou-se que está tudo bem com a grávida e seu bebê, se a mulher assim o deseja, pois estará logicamente mais calma no local desejado por ela. Se ela deseja ter o bebê no hospital, que tenha este direito assegurado também. Que seja um parto hospitalar respeitoso, sem intervenções desnecessárias e violentas, que por vezes resultam em cesáreas evitáveis. E cesariana é uma cirurgia de grande porte, que como toda cirurgia de grande porte, comporta vários riscos.

Para exercer o direito de optar, a mulher e, de preferência, sua família também, têm que estar bem informados sobre o processo do parto, os riscos e benefícios de um parto e de uma cirurgia. Tem que haver um esquema preparado de transferência para um hospital com capacidade de fazer uma cesariana, caso durante o trabalho de parto haja indícios de que isto seja necessário. A maioria das reais indicações de necessidade de uma cesariana se dá durante o processo de parto, com tempo suficiente para remoção para um hospital maternidade.

Assim, se a mulher, bem informada e bem apoiada por um esquema alternativo para o caso de uma necessidade ou mesmo desejo de uma mudança de planos, escolhe o parto domiciliar, não há razão para não tentá-lo. E não há razão também, para não ser acompanhada por um médico ou por enfermeiro obstétrico já que a lei faculta a enfermeiro obstétrico o acompanhamento ao parto normal.

E muito menos qualquer razão para que um médico seja censurado por acompanhar partos domiciliares ou defendê-los por qualquer tipo de mídia. Uma proibição ou censura neste sentido é um ato arbitrário, anti-democrático.

Existem diversos sites que informam as mulheres sobre parto, não só domiciliar como cesáreo:

www.amigasdoparto.com.br

www.casamoara.com.br

www.maternidadeativa.com.br

www.partodoprincípio.com.br

Rehuna- Rede pela Humanização do Parto e Nascimento.
www.rehuna.org.br