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DIA DAS MÃES 2012

No ano passado escrevi um texto falando de quanto a maternidade, para ser bem exercida, precisa de que os demais papéis familiares também sejam bem exercidos. Quanto mais o pai for presente, os tios, os avós, os padrinhos e amigos, melhor a mulher exerce seu papel materno. Por isso, opinei que a comemoração devia ser do dia da família e não separar dia de mãe, dia de pai, dia de avós. Opinei também porque há famílias em que um destes membros não está presente, por morte, ausência voluntária, prisão, etc. E a criança fica triste sem ter a quem homenagear.

Continuo com a mesma opinião. Mas o mundo continua comemorando separadamente e para não me repetir, vou tentar falar um pouco da relação materna.

Muitas vezes, mesmo a mulher que está planejando um filho, recebe a notícia da gravidez, surpreende-se por se sentir assustada, com medo, em vez de sentir a alegria exaltada que esperava sentir.  É claro que algumas sentem, mas nem todas, e as que não sentem ficam cheias de culpa por não terem vibrado e amado logo imediatamente este ser que está se formando dentro de si. Não há porque sentir-se culpada.

Tornar-se mãe e amar o filho é um processo gradativo. Ao longo da gestação vai se fazendo o vínculo com o futuro filho, mas é um filho ainda fantasiado. Só quando o bebê nasce é que começa o vínculo com o filho real, que tem seu temperamento próprio, sua carinha própria, seu jeito de ser diferente, muitas vezes, do que a mamãe idealizou.

Aí é que começa a grande aventura da maternidade: a adaptação de um ao outro. É uma adaptação lenta, gradual. Aos poucos a mãe vai decodificando os diferentes  tipos de choro. Afinal, durante meses, o choro vai ser a principal forma de “dizer” alguma coisa. A mãe vai decodificando as carinhas, os jeitinhos e vai aprendendo a responder aos sinais do bebê. Não é algo que acontece da noite pro dia. E um belo dia, o bebê começa a dizer as primeiras palavras, a fazer gestos de sim e de não, a apontar o que quer, a deixar claro o que não quer. Aí vai ficando mais fácil.

Mas, o processo continua vida a fora e nem sempre é fácil. Se temos mais de um filho vemos que cada um tem um temperamento diferente do outro, uns são mais fáceis de lidar do que outros.

E ao longo da vida, na infância, na adolescência, na vida adulta eles vão mudando e as demandas também. Enfim, ser mãe é um eterno adaptar-se. As épocas vão mudando com as suas tecnologias e influindo nas relações. Hoje mãe de classe média não se imagina com um filho que não tenha celular.

Enfim, duas coisas são fundamentais: muito amor e carinho e também saber dar limites. As crianças  precisam de amor tanto quanto de limites, de saberem o que podem e o que não podem fazer. E isto tem que ser explicado de acordo com a idade de cada criança. Para um bebê que engatinha para pegar algo perigoso basta um “Não” dito com energia e retirar o pequeno do lugar do perigo. À medida que vão falando, explicações curtas e claras. À medida que vão ficando adolescente um bom papo. Falar na teoria é fácil mas nem sempre fazer é tão fácil, na prática, mas se o hábito do papo já se estabelece desde cedo, é mais fácil  na adolescência.. Algo importante a lembrar é que os pais, se ambos são presentes, não desautorizem um ao outro, estejam de acordo antes de dar uma ordem.

E esta adaptação dura até a vida adulta, quando os filhos saem de casa e muitas vezes, têm que voltar até para cuidar dos pais.
Pensem que mãe também erra, que nunca seremos perfeitas, mas que os filhos sentem nossos esforços para acertar. O importante é o amor e a constante tentativa de acertar.

Enfm, a mães e filhos de todas as idades, desejo um FELIZ DIA DAS MÃES E FILHOS.